De tempos em tempos, através da história e em um fenômeno sempre latente que periodicamente atinge um clímax, a psique coletiva paquera com a probabilidade do fim do mundo. Seja sob profecias funestas, fatais conjugações astrológicas, asteroides ou cataclismos naturais, o fim da humanidade, sua possibilidade, espreita-nos permanentemente, como uma espécie de mea culpa da espécie ou talvez como um motor para, paradoxalmente, nos sentirmos mais vivos.

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Após 2012 e a psicose que rodeou o iminente fim do mundo supostamente prognosticado pelos maias, e com exceção de um par de asteroides vagueando à Terra, não presenciamos nada que fosse capaz de desatar o terror coletivo em frente a um possível apocalipse… até agora.

Está circulando um vídeo, com certa viralidade, que adverte sobre o próximo fim do mundo neste 29 de julho. Com características religiosas particularmente cristianoides, o cenário pressagiado é um carnaval de forças destrutivas e acontecimentos determinantes, incluídos a inversão dos pólos, um grande terremoto, a volta de Cristo, e também do Anticristo e depois… depois a morte da grande maioria de nossa espécie… o julgamento final.

Evidentemente é pouco provável que isto ocorra. Em todo caso, se existisse a remota possibilidade de acontecer, não haveria grande coisa que pudéssemos fazer para deter. Então, se você for propenso a induzir desnecessário estresse por este tipo de situações, sugerimos que nesse caso utilize o pretexto para fazer as coisas da melhor forma possível nos próximos dias, e se acaso não terminar a história humana nesse dia talvez possa continuar com essa mesma filosofia.

Agora se tudo isto te parece uma piada repetitiva e sem graça já, então convidamos a que aproveite a ideia para refletir a noção do fim, talvez não do planeta, mas sim a nível pessoal, a morte; e que aproveite esse lembrete para tratar de aproveitar mais a vida e fazer deste um lugar mais desfrutável e feliz.

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