Ave morre por consequência de tampa de uma garrafa plástica.

Ave morre por consequência de tampa de uma garrafa plástica.

Nós usamos plástico para praticamente tudo hoje em dia, mas onde é que isso tudo vai quando jogamos fora? Em resumo: em todos os lugares. A incapacidade do plástico de se degradar naturalmente significa que quase todo o plástico que está foi criado ainda está em algum lugar no mundo. Isso significa que nossos produtos de plástico estão em um aterro sanitário ou flutuando em algum lugar nos oceanos, apesar dos nossos esforços para reciclar.

A poluição dos oceanos está constantemente matando peixes e outras criaturas que são vitais para o ecossistema, mas o plástico não vai a lugar nenhum em breve, a única opção real é encontrar um sistema que possa combater a poluição desenfreada antes que oprima mais ainda nossos ambientes marinhos. Dois estudantes estão conduzindo uma pesquisa, por meio da otimização de uma bactéria que come o plastico dos oceanos.

 Miranda Wang  e Jeanny Yao

Miranda Wang e Jeanny Yao

Os estudantes, Miranda Wang e Jeanny Yao, que participam da Escola Secundária Magee em Vancouver, Canadá, juntos desenvolveram um processo que utiliza um solvente que dissolve plásticos, em seguida, quebra-os ainda mais com enzimas. Os compostos que são deixados podem ser facilmente digeridos por bactérias.

Os dois desenvolveram as bactérias que especificamente comem ftalato, um produto químico que é bem comum em plásticos, em seu último ano do ensino médio através da análise de bactérias encontradas em um rio perto de suas casas.

“Embora nós não somos os primeiros a descobrir que as bactérias podem quebrar ftalatos, fomos os primeiros a olhar para o nosso rio local e encontrar uma possível solução para um problema local”, disse Yao. “Nós não só temos mostrado que as bactérias podem ser a solução para a poluição de plástico, mas que também podemos ter resultados incertos e correr riscos de criar oportunidades para descobertas inesperadas.”

No resto do mundo, os cientistas estão desenvolvendo soluções semelhantes para o problema do plástico no mundo. Uma equipe da Universidade de Kyoto, no Japão anunciou no início deste ano que descobriram uma nova espécie de bactérias que podem simplesmente se ”deliciar” com compostos plásticos.

E as bactérias não são os únicos comedores de plástico – pesquisadores da Universidade de Stanford se uniram com a Universidade Beihang na China no ano passado para estudar como larvas de farinha podiam comer com segurança isopor e plástico.

O próximo passo para Wang e Yao é para encontrar uma ótima maneira de implementar a sua descoberta para tornar mais fácil para as equipes de limpeza para usá-los para limpar o meio ambiente. Agora, a melhor aposta, de acordo com Yang, é desenvolver um bio-digestor gigante que pode ser instalado em um caminhão ou um navio, então poderíamos carregar o digestor com resíduos de plástico onde se irá degradar.

Seria uma boa maneira de limpar a poluição presente aqui no Brasil, um exemplo recente disso é a grande critica das autoridades e mídias internacionais sobre o grande nível de poluição na Baía de Guanabara, RJ, onde os atletas olímpicos disputaram as provas.

 

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