A atriz Barbra Streisand clonou a sua cadela de estimação logo após ela ter falecido no ano passado, foram clonadas duas cópias idênticas, isso tudo enquanto ainda estamos debatendo quais os riscos da clonagem e se é ético ou não clonar um ser vivo.

O perfil da Variety que aborda a luta da ganhadora de duas estatuetas do Oscar contra o sexismo em Hollywood acabou por revelar uma informação inusitada e inesperada. Streisand conta que fez duas cópias idênticas de Samantha, sua cadela da raça Coton de Tulear, falecida em 2017 aos 14 anos, por meio de clonagem.

Our new basket of adorables

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Na cesta: os clones e uma terceira cadela por quem Streisand se apaixonou enquanto esperava pela chegada das cópias — ela tem uma ligação distante com a cadela original.

Os clones foram criados com base em células removidas da boca e estômago do animal, conta a cantora, e geraram duas cópias: Miss Violet e Miss Scarlett (Senhorita Violeta e Senhorita Escarlate, em tradução livre). Os nomes foram escolhidos depois que as cadelas chegaram e Streisand as vestiu com roupas das cores roxa e vermelha para conseguir diferenciá-las.

O mais interessante de tudo isso é que o experimento da cantora pode, involuntariamente, responder a algumas sobre clonagem: elas são fisicamente iguais ao animal original, mas e o restante? “Elas têm diferentes personalidades”, diz Streisand sobre as cadelas clonadas. “Estou esperando para elas ficarem mais velhas e ver se elas terão olhos castanhos e serão sérias”.

Para quem tem dinheiro

Streisand não revela no perfil qual empresa foi responsável em produzir as cópias e nem quando custou o processo, mas, em 2015, o Business Insider produziu uma matéria sobre a Sooam Biotech, um laboratório sul-coreano que ganhou fama ao clonar animais de estimação.

Hwang Woo-Suk, fundador da Sooam Biotech, ganhou notoriedade em 2005, quando afirmou ter clonado embriões humanos. Ele foi indiciado por fraude, mas, no final da investigação, foi revelado que ele, na verdade, havia realizado a primeira clonagem canina de sucesso.

A empresa sul-coreana tem representação na América Latina, e o primeiro cão clonado da região foi entregue para uma família argentina, como descreveu o El País em 2016.

Brincar de criador, no entanto, não é para qualquer um: além de demorar por volta de um ano para ser concluído, o processo custava, a época, de US$ 60 mil a US$ 100 mil por cada animal clonado — e, como afirma a matéria da Business Insider, o animal clonado poderia, sim, ter uma personalidade completamente diferente do original.

Definitivamente, clonagem é para quem tem dinheiro sobrando.

Fonte: Variety