De onde vem o dinheiro que financia o Estado Islâmico?

Primeiro de tudo, devemos deixar claro uma informação que a mídia coloca diariamente nos jornais, o EI ou (Estado Islâmico), não é um grupo terrorista, e sim uma liderança de governo com armas sofisticadas, ideologias totalitária e muito, mas muito dinheiro. E o que leva esse grupo obter tantos recursos para continuar a impor bases e montar um estado?

Há pouco tempo esse grupo era um dos demais que gostariam de tomar o poder e montar um estado. Chamados de sunitas radicais, oprimiam Bashar al-Assad por comandar a Síria. Porém, o IS começou a ganhar corpo quando teve alguns membros da Al-Qaeda, que achavam que poderiam ir além, assim ficando radical e mais violenta que a própria Al-Qaeda resolveu cortar alianças. Só que era tarde demais, a insurgência sunita tomou conta de uma forma que querem impor uma verão ultraconservadora do Islã, levando em conta que seria a expansão do xiismo liderado pelo Irã, sendo com influências do Iraque.

Mas, diferentemente de outros grupos de insurgentes, o EI chama atenção por seu poderio econômico com base no Iraque na produção de petróleo. O Iraque é o segundo maior produtor do mundo, perdendo apenas para a Arábia Saudita. Faz pouco tempo que o Estado Islâmico controla uma parte importando das refinarias do Iraque, principalmente na cidade de Mossul, uma das mais dominadas pelo grupo que produz 2 milhões de barris de petróleo por dia.

Com muitas áreas dominadas, cortaram o abastecimento de petróleo para a Turquia e avançam fortemente para conquistar o chamado Curdistão iraquiano, que mostramos na imagem.

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Os curdos, ou Curdistão estão, em sua maior parte, na Turquia, e se dividem pelo Iraque, Irã, Síria, Armênia e Azerbaijão. Os curdos são considerados a maior etnia sem Estado do mundo, chegando a mais de 26 milhões de pessoas, sendo a maioria muçulmanos sunitas, nas cidades de Mossul, Irbil, Kirkuk, Saqqez, Hamadã, Erzurum e Diyarbakır.

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Mas o que exatamente o Estado Islâmico faz para arrecadar dinheiro?

A primeira orientação é não destruir as fontes de energia (gás e petróleo) que conquistaram com armas pesadas, sendo uma estratégia normal entre todos grupos armados que é através de economia ilícita, comprando armas e ”forçando” alianças por onde passam conquistam a produção.

Alguns exemplos:

  • Nos anos 90 nos países da Libéria e Serra Leoa tiveram inúmeras mortes pelo mesmo sistema de conquistas em mineradoras pelo trafego de diamantes.
  • E também como exemplo o Talibã que faz dinheiro com o cultivo do ópio (entenda aqui).
  • E como na Colômbia, que ricos traficantes controlam boa parte da produção de cocaína.

Mas no caso o Estado Islâmico ganhou muita experiência antes de decidir se estabelecer no Iraque.

O escritor do livro O Retorno dos Jihadistas, Patrick Cockburn, disse: ”Uma das formas que o EI vem crescendo tanto é de poder importar recursos e ativistas da Síria”.

E é por isso que muitos Sírios estão fugindo para países da Europa, o comando do EI se expandiu de uma forma avassaladora começando a tomar parte da região leste do mediterrâneo.

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E uma das chaves o sucesso na comunidade sunita começou após a invasão no Iraque em 2003 feita pelos Estados Unidos. Com a captura de Saddam Hussein os sunitas ficaram reprimidos pelo governo xiitas que tomou o poder, sendo assim, havendo uma troca de todo exercito, e os ex comandados de Saddam Hussein foram se aliar com o Estado Islâmico.

Segundo o autor do livro Questioning Globalized Militarism (Questionando o Militarismo Globalizado, em inglês) Peter Custers: ”tudo isso vem da renda do petróleo, comprando armamento pesado dos Estados Unidos e da Europa, assim reprimindo o povo e impondo regimes”.

Alguns economistas avaliam que o Estado Islâmico faça U$ 1 milhão (R$ 2,3 milhões) por dia com a exploração ilegal de matéria prima do petróleo iraquiano e na Síria.

Com estratégias o Estado Islâmico vende a US$ 30 o barril de petróleo no marcado negro, muito abaixo dos US$ 100 do mercado mundial. E isso tudo acontece por intermediários dentro da Turquia e na Síria.

Além do petróleo, o Estado Islâmico tem uma economia de guerra, feita com a venda de estruturas invadidas (fabricas e prédios), contrabando de carros, terras e assalto a bancos.

Cirando assim um novo segmento econômico, com base em controlar recursos naturais, contrabandear carros, vender armas e sequestrar pessoas. e para alguns especialistas em terrorismo, dizem que o EI pode criar um Estado e consolidando uma estrutura econômica própria e forte.

Porém, por outro lado, mantém uma economia assim é complicada pois a falta de infraestrutura é constante e só é forte quando tem apoio.

Agora fica a dúvida, com tudo o que está acontecendo. A venda de arma vem pelos Estados Unidos, consequentemente o PIB de lá é de boa parte da indústria bélica, sendo assim existe um interesse que a guerra continue, e por parte da França e da Rússia? Muita coisa vai acontecer nos próximos meses.

Mapa do Estado Islâmico:

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Fonte

Confira algumas fotos do Estado Islâmico

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