Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que 54% dos americanos bebem café diariamente, com uma média de três xícaras ao longo do dia.

No total, os americanos gastam mais de US$ 40 bilhões de dólares por ano em café. Todos esses números levaram alguns pesquisadores a analisar melhor o comportamento das pessoas que consomem a cafeína.

Os pesquisadores descobriram seis novas variantes genéticas do DNA que ajudam a explicar o efeito do café no corpo humano, a pesquisa foi realizada pela americana Marilyn Cornelis da Universidade de Harvard e o artigo publicado em uma revista de Psiquiatria, chamada Psiquiatria Molecular (Molecular Psychiatry).

Café com DNA

Café com DNA

Foram estudados o DNA de mais de 120 mil pessoas que bebem café regularmente, descobrindo oito genes com variantes que estão ligados ao consumo do café, porém, o resultado ficou focado em somente seis por serem os novos.

“O café e a cafeína têm sido associados a efeitos benéficos a saúde. Nossos resultados mostraram a identificação de subgrupos de pessoas com maior probabilidade de se beneficiar com o consumo de café para a sua saúde”, disse Marilyn Cornelis em um comunicado a imprensa.

Os genes podem ajudar a explicar por que algumas pessoas se sentem bem ficam dispostas depois de apenas uma xícara de café, enquanto outros precisam de várias xícaras para terem o mesmo efeito. Além disso, o estudo pode explicar por que algumas pessoas tem efeito diurético ou de laxante. O fato de que seis novas variantes foram descobertas ao mesmo tempo e apresentam uma incrível oportunidade de aumentar os resultados e deixar cada vez mais específico os resultados.

Resumindo: O quanto você precisará de café já está escrito dentro do seu corpo, o mesmo já tem uma necessidade diária que precisa para funcionar.

“Os novos genes não são os que foram encontrados no passado, por isso é um passo importante na pesquisa de café”, disse Cornelis.

Estas predisposições genéticas representam cerca de 1,3% do comportamento de beber café, que está a ligado ao quanto a genética afeta outros hábitos como o uso de álcool e tabaco.

“Como as análises genéticas anteriores do tabagismo e consumo de álcool, a pesquisa serve como um exemplo de como a genética pode influenciar alguns tipos de comportamento habitual”, acrescentou Daniel Chasman, ajudante do estudo.

A partir dos resultados a equipe gostaria de encontrar outros genes que ajudam a influência como a cafeína é metabolizada no corpo. Eles também gostariam de identificar ligações genéticas com outros compostos dentro do café, como os antioxidantes, que são os principais responsáveis ​​pela sua marca sabor amargo e intenso.

“A próxima pergunta é: quem está se beneficiando com o café?”, disse Cornelis.

Fonte: IFLS

 

 

 

 

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