A empresa canadense Thoth Technology obteve uma patente nos EUA para um elevador espacial inflável com 20 km de altura que, se uma vez construído, poderia reduzir drasticamente o custo do transporte de carga e de pessoas para o espaço.

A torre independente seria composta de seções infladas, “mantida rígida por gás pressurizado”, segundo a Global Construction Review, a torre iria ficar 20 vezes maior do que  o atual prédio mais alto do mundo, o Dubai Burj Khalifa,

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Os astronautas subiriam 20 quilômetros por um elevador elétrico“, o inventor Brendan Quine explicou em um comunicado à mídia. “A partir do topo da torre, aviões espaciais iriam ser lançados em uma única etapa para a órbita, retornando ao topo da torre para reabastecimento e retornando.”

A empresa acredita que o elevador poderia economizar mais de 30% do combustível utilizado para alimentar um foguete convencional, tornando assim “o vôo espacial seria como tomar um jato de passageiros”, de acordo com a CEO Thoth Caroline Roberts.

O conceito de um elevador espacial não é novo, em 1895 o russo Konstantin Tsiolkovsky teve a ideia de construir uma torre alta o suficiente para atingir a órbita geoestacionária, o ponto no espaço onde orbitam os satélites na mesma velocidade que a rotação da Terra, e ficam, assim, em um ponto acima da superfície da Terra.

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No entanto, é provável que a patente fique por um bom tempo somente no plano imaginário, já que não há tecnologia e materiais para erguer uma torre tão alta. Mas, se o sonho se tornar realidade, o custo de transporte de mercadorias para o espaço cairia drasticamente. Hoje, 0,5 kg custam US$ 10 mil para serem enviados ao espaço por meio de foguetes. Com o elevador, esse custo declinaria para US$ 230, de acordo com a BBC.

 

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