Eles estavam prestes a serem fuzilados, mas como que um milagre as tropas aliadas invadiram o local e libertaram todos.

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A guerra havia acabado de terminar, Chaim Ferster conseguia sobreviver uma vez mais a um outro campo de concentração nazista – com este somavam-se oito, desde que havia sido preso pela Gestapo.

Ferster tinha penas 17 anos quando a guerra se espalhou pelo globo. Ele era de uma família judia ortodoxa e havia sido criado na cidade de Sosnowiec, na Polônia. Hoje ele possui 93 anos, vive na cidade de Manchester, no Reino Unido, local onde foi morar em 1946. Logicamente ele lembra-se de cada detalhe, de todos os momentos de desespero da sua vida.

Crematórios 

“Chegamos à meia-noite. Havia um silêncio mortal e a vista era aterrorizante”, descreve Ferster quando relembra suas sensações ao pisar no primeiro campo de concentração da sua vida. “Podíamos ver, à distância, a fumaça que saía de quatro chaminés. Não me dei conta na época, de que eram crematórios”.

Tempos antes, ele havia passado por uma situação humilhante, passando fome e sendo acometido por doenças em uma sala de espera que servia para a deportação de famílias inteiras a campos de concentração. Ele foi chamado em 1943, aos 20 anos, os nazistas foram buscá-lo em sua residência.

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“Todo mundo sabia que as pessoas que eram escolhidas pela Gestapo nunca retornavam”, diz Ferster. Por esse motivo, um parente seu havia sugerido para ele que fizesse uma formação técnica em algo que fosse útil para os alemães. Assim, ele aprendeu a trabalhar como mecânico de máquinas de costura.

 

Corpos empilhados 

Somando-se o tempo em que ele ficou em campos de confinamento, concentração e extermínio, entre a Alemanha e a Polônia. Ele viveu em 8 prisões diferentes, onde perdeu muitos amigos. Até hoje ele não consegue esquecer a perturbadora imagem: “Havia muitos paletes com corpos empilhados; seis de um lado e seis do outro lado, formando torres altíssimas”.

Durante toda a sua jornada, Ferster passou por dois campos de concertação atrozes: Auschwitz e Birkenau, onde foram executados cerca de 1 milhão de pessoas. E Buchenwald o último, até ele ser libertado. “De repente, chegaram os aviões americanos e todos os soldados alemães fugiram (…) meia hora ou 1 hora depois, um tanque americano atravessou as portas de Buchenwald. E os soldados nos diziam: ‘Vocês estão livres, estão livres!’”.

Quando foi morar de vez no Reino Unido, ele trabalhou em uma empresa de reparo de máquinas de costura. Após algum tempo depois, ele abriu seu próprio negócio, com o qual teve grande sucesso.

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